BLACK WATCH O NAVIO DOS ESCRAVOS

Joaquim Aníbal de Almeida Gaspar, natural e residente na vila da Ericeira (Portugal), nasceu a 6 de Maio de 1953. Joaquim Gaspar foi tripulante durante sete anos do navio de cruzeiro Black Watch, da companhia norueguesa Fred.Olsen Cruise Lines (com sede em Inglaterra).
Há cinco anos atrás, no dia 2 de Fevereiro de 2003, sofreu um AVC seguido de problemas cardíacos em plena hora de trabalho, enquanto montava uma cabine. Foi levado para a enfermaria inconsciente. Quando acordou, não falava, não sabia onde estava e com um braço paralisado e uma perna a arrastar mediram-lhe a tensão arterial.
Como o navio se encontrava no meio do Pacífico e Joaquim Gaspar “era apenas mais um trabalhador” português, não chamaram um helicóptero para o evacuar. “Não valia a pena”.
Passados 15 dias o navio chegou a Papeete (Tahiti) e só nessa altura foi hospitalizado.
Entretanto a família estranhou a falta de notícias e telefonou para o navio, tendo sido informados por um colega de trabalho que ele estava hospitalizado. Permaneceu no Tahiti um mês até estar em condições de viajar para Portugal. Na viagem veio acompanhado por um paramédico do hospital do Tahiti. A companhia nunca falou com a família nem procurou saber como se encontrava o tripulante, recusando inclusivé dar-lhe mais trabalho.
A família entretanto pôs o caso em tribunal mas a justiça portuguesa não deu legalidade ao caso alegando que teria de ser resolvido em Inglaterra. Com uma reforma de invalidez de 253,00 € por mês, porque o sindicato norueguês para onde descontava todos os meses nem sequer lhe deu resposta, Joaquim Gaspar não tinha possibilidades para pagar um advogado em Inglaterra. Tinha que trabalhar para sustentar a família. Acabou por falecer vítima de ataque cardíaco percedido de um AVC no dia 1 de Julho de 2008.
A viúva que se encontra doente em tratamento de quimioterapia fica a receber uma pensão de 60% dos 253,00 € mensais e não tem possibilidades de trabalhar.
Estamos no século XXI, na Europa, pertencemos à UE, fala-se todos os dias da falta de direitos humanos em continentes como a Ásia; África; Países Árabes e os portugueses continuam a ser tratados como escravos.

7 Respostas to “BLACK WATCH O NAVIO DOS ESCRAVOS”


  1. 1 jornal O Ericeira Julho 26, 2008 ás 9:37 am

    Gostavamos de dar eco a este assunto de que nunca ouvimos falar.
    Caso nos pusesse em contacto com a viuva ou alguem que nos possa informar daremos com certeza desenvolvimento ao assunto.
    Tel 261 863 642
    He der Martins

  2. 2 HG Julho 27, 2008 ás 12:56 am

    É de apoio é que esta família mais precisa, quanto mais divulgação melhor.A impunidade no nosso país está a ultrapassar todos os limites de bom senso.
    Muito obrigado pelo interesse em nos ajudar.

  3. 3 olga gaspar Julho 27, 2008 ás 3:07 pm

    Agradeco desde ja este gesto da minha tia Helena Gregorio, que foi mais que uma irma para o meu pai e sofre tb com toda esta injustica.
    Estou ao dispor de qualquer meio de comunicacao para mais informacoes.o meu e-mail : olga.gregorio@sapo.pt
    tel:261 862 568

    so quero que se faca justica !!!

  4. 4 HG Julho 27, 2008 ás 3:40 pm

    Não podemos de ficar de braços cruzados.

  5. 5 Carlos Enes Julho 30, 2008 ás 3:51 pm

    Estou fora de Portugal, mas em Agosto poderiamos falar deste assunto.
    carlosfrancoenes@gmail.com

    Um abraco

    CE

  6. 6 Olga Novembro 21, 2008 ás 2:36 am

    Como todos os dias passo aqui, hoje dei mais atencao aos comentarios aqui feitos.

    queria deixar aqui esclarecido que o jornal o Ericeira, nao teve coragem nem competencia para publicar esta hiistoria, enquanto que o correio da manha conseguiu publica-la, sem medo da grande companhia Fred Olsen.
    O nosso muito obrigada ao correio da manha, e daremos noticias, pois a luta para que seja feita justica ( nao consigo fazer as cedinhas, nao sei porque) ao meu pai ainda nao terminou!

  7. 7 HG Novembro 26, 2008 ás 11:11 am

    Dos fracos não reza a história!


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